segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Suspiro.




Ela jogou a mochila em um canto qualquer e se jogou no sofá. Cansada, fechou os olhos enquanto sua mente vagava em volta. “Esse parece um daqueles momentos em que agente repara na vida…” pensou consigo mesma. “Um daqueles que você quer mudar sua vida, talvez”. Mentalmente, observou em sua vida que alguns amigos fazem falta, e outros deveriam fazer. Percebeu que talvez, por um deslize no momento, ela talvez fosse feliz. Na mesma hora, ansiou que ninguém estivesse escutando seus pensamentos, pois imaginou ter sentindo-os escapando por seus ouvidos. Sim, ela é feliz. Tem uma casa, tem uma cama. Tem um banquete todo fim do dia, embora saísse de suas próprias mãos. Tem uma mãe para lhe fazer cafuné e contar histórias de sua adolescência, tem um pai que lhe priva de toda e qualquer necessidade - e além da necessidade, ele cobre seus desejos consumistas também. Sim, talvez ela não fosse aceitar a verdade por muito tempo, mas ela tinha todos os motivos para ser feliz. Pode ser que talvez a vida lhe propusesse mágoas no decorrer, e os motivos – dos mais tolos aos mais profundos – conseguissem arrancar-lhe lagrimas, ela tinha motivos para agradecer diariamente e ainda melhor: motivos para sorrir.   

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